terça-feira, 4 de maio de 2010

BI + BSC

A muito se fala sobre processos e muitas empresas há algum tempo tem voltado os seus olhares para a definição de seus processos internos com foco na melhoria do fluxo de produção - seja produção de conteúdo, desenvolvimento de software ou mesmo o oferecimento de serviços baseados no relacionamento direto com o cliente. Certamente, todas as organizações visam alcançar a excelência nas áreas definidas pelos autores Robert Kaplan e David Norton, no trabalho que foi desenvolvido chamado Balanced Scorecard.

O BSC ou Balanced Scorecard é uma ferramenta muito utilizado pelo gestores de qualidade, analistas de negócios e por profissionais que gerenciam equipes e a própria companhia. Com ele, é possível observar quatro pontos importantes para o crescimento do negócio e para que se preserve um plano de qualidade contínua dos processos nos quais o time de funcionários estão envolvidos. Será possível observar o crescimento ou mesmo monitorar a evolução das decisões tomadas baseadas em metas, planejamento estratégico e etc.

Para se criar um BSC que efetivamente traduza as estratégias e missão da empresa em metas e indicadores específicos, os autores do modelo converteram esses elementos da estratégia em quatro perspectivas distintas: financeira, dos clientes, dos processos internos, e do aprendizado e crescimento. Na defesa do modelo, Kaplan e Norton (1997), sugerem que as quatro perspectivas do Balanced Scorecard são adequadas em diversas empresas e setores de mercado. Mas elas devem ser consideradas como um modelo, e não como uma camisa de força. Não existe uma fórmula matemática segundo o qual as quatro perspectivas sejam necessárias e completamente suficientes.


A perspectiva financeira engloba as medidas financeiras essenciais. Alguns indicadores utilizados são o ROIretorno sobre investimento -, valor agregado ao patrimônio e lucratividade. Há muito tempo foi percebido que somente este indicador não servia para guiar a empresa através do caminho que esta deveria trilhar de acordo com as suas operações e nem servia como único indicador.

Analisar o negócio pelo ponto de vista dos clientes, dentro do que foi caracterizado como perspectiva de clientes, por meio de indicadores tradicionais como satisfação, participação no mercado – o que já citamos aqui como market share -, tendências, retenção e aquisição de clientes e outros como valor agregado aos produtos e serviços, posicionamento no mercado, nível de serviços à comunidade pelos quais os clientes, indiretamente contribuem, motiva para que a organização mantenha-se, o tempo todo, focada em sua missão e na certeza de que estará desdobrando sua visão em estratégias adequadas aos seus verdadeiros propósitos.

A perspectiva de processos internos visa garantir a qualidade intrínseca aos produtos e processos, a inovação, a criatividade gerencial, a capacidade de produção, seu alinhamento às demandas, logística e otimização dos fluxos, assim como a qualidade das informações, da comunicação interna e das interfaces.

Por fim, a perspectiva da aprendizagem e crescimento busca direcionar a atenção da empresa ao que é básico para alcançar o futuro com sucesso, considerando as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, empowerment, alinhamento e estrutura da organização em termos de investimento em seu futuro.

Basicamente, o BSC garante ao gestor a criação de indicadores para atingir objetivos em cada uma das áreas que podemos observar na figura acima. Segundo Kaplan e Norton (1997), dentro de uma organização, você deve possuir indicadores que cubram todos as diferentes áreas de uma organização. Dizem ainda, que, historicamente, o sistema de indicadores das organizações sempre teve natureza financeira. Desde o final do século XIX, uma série de indicadores financeiros foram criados, e são utilizados até hoje para avaliar o resultado das organizações. Mas a partir da II Guerra Mundial, e acentuado pela Globalização, a diversificação dos negócios gerou a necessidade de relatórios e medidas do desempenho estratégico das organizações.

Mas aonde entra o BI?

Com uma certa estruturação da tecnologia interna e adoção de algumas novas ferramentas como uma suite de BI como o Pentaho, por exemplo, podemos conectar as informações coletadas relacionadas com as metas definidas de relacionamento com o cliente, capacidade de vendas e entrega e ainda obter informações claras sobre a melhoria dos processos internos. 

Particularmente, tenho uma visão de que, uma vez que os processo internos à organização são melhorados dentro de um processo de qualidade continuada, teremos um melhor relacionamento com o cliente por ter melhor definição e posicionamento de mercado, gerando assim maior receita através também do feedback do cliente sobre os nossos produtos e serviços. Este conhecimento de causa vindo do retorno do consumidor fará com que os produtos sejam sempre melhorados e direcionados aos clientes no momento certo.

Medindo desempenho com o Pentaho


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Estatística e o Business Intelligence

Uma das ferramentas mais utilizadas do mundo para a descoberta de tendências, probabilidades relacionados com acontecimentos em meio à operação de produção e cálculos para obtenção de margens de acertos e erros é a estatística, ciência na qual estuda justamente a observação dos possíveis fenômenos que podem ocorrer em variadas áreas, com vários tipos de observação.

A estatística poderá ser uma aliada ao Business Intelligence a partir do momento em que se tem uma amostra de dados a ser estudada com a finalidade de observar, por exemplo, com qual sexo, masculino ou feminino, os produtos de uma determinada loja faz mais sucesso em vendas e qual a faixa-etária se encontra tais compradores. Logicamente, esta loja ou estabelecimento deverá contar com um processo de cadastro de clientes, pelo menos aqueles para os quais uma venda fora consolidada. Ao longo do tempo, poderemos observar tal tendência de venda e passar essa descoberta aos vendedores para que os mesmos fiquem atentos.

Mas como trabalhar os dados estatisticamente?

Bom, o primeiro passo é ter um profissional bom de escrita de consulta em seu estabelecimento para depois iniciar o processo de recuperação da informação. Qualquer processo será bastante facilitado quando se tem profissionais especialistas trabalhando em quaisquer projetos (quem leu o livro Pai Rico, Pai Pobre tem a exata noção de que "colocar o dinheiro para trabalhar por nós é a melhor solução na obtenção de resultados melhores"). Após ter então, um profissional especialista em bancos de dados, precisaremos agrupar as opções masculino e feminino e por idade, de modo que tenhamos algo parecido com a seguinte tabela:

mysql-> select if(sex=1, 'M', 'F') sexo, 
     -> count(sex) as "qtdM/F" f
     -> from custp where sex in(0,1) group by sexo;
+------+---------+
| sexo | qtdM/F  |
+------+---------+
| F    | 1885924 |
| M    |  403127 |
+------+---------+

2 rows in set (0.39 sec)

Perceba que fizemos uma consulta primeiramente para verificar a quantidade de clientes que temos cadastrados em nosso banco de dados. Interessante que o sistema possa também armazenar informações sobre clientes ativos e inativos através da definição de alguma política, como por exemplo: "clientes que não realizaram compras nos últimos 12 meses será considerado pelo sistema como inativos até que realizem uma nova compra". Isso não é ruim pois através desta informação, se poderá enviar aos clientes tidos como inativos, folhetos promocionais direcionados para que estes voltem a fazer negócios com a sua loja.

De olho no gráfico acima, percebemos que a parcela do clientes do sexo feminino é muito maior que de clientes do gênero masculino. Mas, ainda não temos a exatidão se é o feminino que gasta mais que o masculino. Estes dados foram retornados de uma base de dados de uma loja de calçados, que oferece aos seus clientes tanto os calçados masculinos como calçados femininos. Precisamos de uma consulta mais abrangente para descobrir quem mais compra.

mysql-> select if(sex=1, 'M', 'F') sexo, 
     -> count(sex) as "qtdM/F",
   ->  concat('R$ ',format(sum(b.price),2)) as "totalFaturado"
     -> from custp as a inner join xalog2 as b
     -> on a.no = b.custno
     -> where sex in(0,1) and 
     -> date_format(convert(date,date),'%Y') = '2008'
     -> group by sexo
     -> with rollup;
+------+--------+---------------------+
| sexo | qtdM/F | totalFaturado       |
+------+--------+---------------------+
| F    | 243046 | R$ 2,216,533,030.00 |
| M    |  61511 | R$   635,265,747.00 |
|      | 304557 | R$ 2,851,798,777.00 |
+------+--------+---------------------+
3 rows in set (5.35 sec)

Veja o resultado comparativo acima no gráfico:



Levando-se em consideração que o resultado apresentado acima com uma consulta ao banco de dados traz dados de vendas consolidadas no ano de 2008, temos um faturamento elevado em vendas, distribuídas durante todos os períodos do ano. Podemos perceber ao analisar o último resultado que quem compra mais são as pessoas do sexo feminino, já que o faturamento é muito maior. Isso não significa que as pessoas do sexo masculino não gastam muito dinheiro. O que temos que verificar é se, mesmo gastando menos que as mulheres, será que os homens compram em mesma quantidade, só que produtos mais baratos? Pode ser que sim, pode ser que não.

Veremos mais no próximo post...Até.

Tecnologia para a busca da inteligência!

É bastante interessante quando alguns dos profissionais que estão alocados no departamento de tecnologia são abordados pelos analistas de negócios, solicitando que os mesmos "descolem" esse ou aquele relatório, contendo esta ou aquela informação para que os mesmos possam nortear suas decisões sobre os negócios. A partir deste momento, o departamento de TI começa a virar uma sala destinada a ser uma espécie de central das lamentações. Uma porque os profissionais que ali estão geralmente não são profissionais especialistas em bancos de dados e na maioria das vezes não tem a paciência esperada para disponibilizar o seu precioso tempo para escrever as tais consultas com linguagem SQL (Structure Query Language - linguagem padrão de busca de dados em bancos de dados relacionais).

Acredito que este seja o pensamento que os principais stakeholders devem conservar ao iniciar a definição de tecnologia para um ambiente de Business Intelligence - que sejam peças que possam ser distribuídas para cada departamento com a finalidade de descentralizar as suas funcionalidades com a visão do todo, ou seja, iniciar com o pensamento de criar pequenos containers de informação com foco departamental e orientados à assuntos.

O mais importante de tudo já é de posse da empresa, A INFORMAÇÃO. Através desta, será possível descobrir tudo o que é necessário para antever (foresee) problemas com os negócios, atendimentos aos clientes, acerto ou reajuste dos processos internos à organização e muitos outros pontos. Muitas ferramentas estão disponíveis na literatura atual para a observação geral da empresa para que se possa melhorar todas as possíveis áreas, a exemplo do Balanced Scorecard. Mas, se já temos a tal informação, qual é o next step?

Definição da Arquitetura da Informação

Logicamente, o gestor necessita ter informações agregadas para melhor análise e tomada de decisão. Informação agregada geralmente é consequência de uma sumarização de grande quantidade de dados que por sua vez é resultado de uma enorme processamento computacional. Um gestor precisa analisar um conjunto de informações que remeterá sua atenção à dados com mínimo de 5 a 10 anos de idade, sendo que este dados devem residir em um servidor de bancos de dados de grande performance como um Oracle ou SQL Server.

Estamos falando de uma estrutura que foi denominada há algum tempo como Data Warehouse ou Armazém de Dados, um ambiente separado daquele que dá suporte às operações do dia-a-dia, caracterizado justamente por armazenar uma enorme quantidade de dados, permitindo uma maneira facilitada e rápida de recuperação de informação para tomada de decisão.

O decisor não poderá esperar muito para tomar suas decisões, o mercado é muito dinâmico nos dias de hoje!

Data Warehouse Orientados Por Assunto

Os Data Warehouses podem ser definidos utilizando uma arquitetura descentralizada, gerando em cada departamento um Data Mart (um subconjunto do DW), sendo cada um destes orientado por um assunto específico, com impactação do todo, ou seja, uma arquitetura descentralizada e segmentada. O departamento financeiro, ou recuperar informações consolidadas, terá acesso à somente informações de cunho financeiro, com interferência de informações movimentadas por todos os outros departamentos, pois, uma venda gera receita, gera também vários custos com operação de logística e funcionários. Assim poderá ocorrer com todos os outros departamentos.

Como Acessar Esta Informação?

Para acesso direto à informação, poderemos utilizar uma interface que é aonde realmente acontecem os milagres de melhor organização dos negócios, a melhor leitura das tendências e um norte para as novas operações. Neste nível é aonde se encontra o Business Intelligence, que recupera os dados de Data Marts orientados por assunto e os tráz para o solicitante em forma de gráficos, histogramas, box plot ou mesmo uma tabela com dados históricos e sumarizados.

Um exemplo que posso utilizar é o Pentaho BI Suite, que possui aplicativos desde a concepção dos modelos de negócios (Pentaho Metadata Editor - PME), configuração de segurança para os metadados e visualização dos mesmo através de seu Dashboard, veja um exemplo abaixo.

Facilmente podemos ter um ambinete dinâmico que nos fornece uma visão geral (Roll-Up) e aprofundada (Drill-Down) dos dados armazenados de várias fontes de dados espalhadas por toda a empresa. Tais ferramentas ainda possuem uma forma bastante dinâmica de unir todas as fontes de dados externas (planilhas, arquivos de texto, access e bancos de dados) em um só repositório de informação para se possa utilizar tais informações em benefício dos negócios.

No próximo post aprofundaremos mais...Até.

O Business e o Intelligence!

Muitos podem pensar que o Business Intelligence é um daqueles conceitos que não tem nenhuma importância ou mesmo qualquer aplicação direta nas operações da vida de uma empresa. Há quem diga após escutar sobre BI que possa ser algo vindo do espaço sideral com o objetivo de promover uma invasão extraterrestra ao planeta em que vivemos, mas, não é bem por aí.

O Business Intelligence é praticado desde muitos e muitos anos, em tempos em que os seres humanos aina não conheciam o termo "compartilhar" e nem haviam muitos interesses em fazer um networking com o vizinho ao lado, que fosse de uma povo diferente de sua origem. Fato é que, mesmo quando os fenícios, persas e egípcios tomavam como orientação a posição do sol e as fases da lua para nortear os seus costumes, a informação já era extraída de alguma fonte de dados e utilizada inteligentemente para produzir algum resultado bom para a vidade suas comunidades (ou "comunas").


Mas, então, existe a possibilidade de existência de comunidades sem que haja compartilhamento? Acredito que não e é por isso que o tema da inteligência de negócios está cada vez mais ligado à presença de pessoas nas organizações e a promoção de conhecimento de causa entre elas - que formam por sua vez uma equipe. Uma equipe que poderá ser bastante rentável para uma empresa pela exponecialidade dos QIs dos respectivos membros.

Papo vai, papo vem, a realidade do Business Intelligence hoje em dia no Brasil está em um estado de desenvolvimento pleno, visto que são muitas as empresas que buscam se especializar em gestão de negócios e em alguma ferramenta que potencialize o conhecimentos das informações contidas em bancos de dados espalhados por toda a empresa. Os grandes dasafios para as empresas que pensam em aderir às práticas do BI, na minha opinião são os seguintes:
  • Falta de conhecimento do negócios por parte de quem dirige os negócios em uma empresa;
  • Falta de foco de atuação no mercado, gerando o processo "maria-vai-com-as-outras" em uma empresa, sendo que esta se volta para seguir as tendências existentes no exterior e que os seus concorrentes diretos praticam;
  • Falta de planejamento e o completo desconhecimento e/ou desorganização dos processos internos;
  • Falta de um departamento de TI para organizar as "peças" de um ambiente de Business Intelligence.
O último ponto comentado acima é o que mais tem se visto nos últimos tempos. Ter um departamento de TI interno ou mesmo terceirizado é uma necessidade mais que aflorada para empresas que buscam obter o melhor armazenamento a segurança de seus maiores ativos, A INFORMAÇÃO.

A Importância da Informação

Desde muito tempo, as empresas vêm atuando com suas operações no mercado e armazenado grandes quantidades de dados. São vários GB's de informação que ainda não são utilizadas de maneira correta com vistas às dificuldades que tais organizações têm em recuperá-las e aprender com as mesmas. Uma vez que o analistas de negócios têm o apoio necessário da empresa na disponibilização de pessoal treinado e não escolha de um bom software de apoio à operações do dia-a-dia, a empresa poderá progredir muito em seus processos internos e externos, percebendo quais são, por exemplo, as regiões que mais consomem os seus produtos, qual é a faixa-etária que mais compra sapatos de uma determinada cor entre um valor X e Y, quais produtos são mais solicitados e talvez estamos perdendo dinheiro com vendas perdidas, quais são os fornecedores mais utilizados e aqueles que nos deixam sem previsão de estoque e muitos outros pontos que podem ser cobertos com o estudo da informação armazenada pelas operações da empresa.

Interessante saber que o mercado possui muitas suítes de Business Intelligence, sejam proprietárias ou Open Source disponíveis para implantação e utilização pelas empresas que desejam adquirir mais conhecimento sobre suas operações e assim, aumentar sua competitividade e poder crescer oferecendo o que o seu cliente precisa, na em que ele solicita.

Suítes de Business Intelligence
  • Pentaho BI Suite: http://www.pentaho.com
  • JasperSoft: http://www.jaspersoft.com
  • Talend Studio: http://www.talend.com
Vamos falar sobre o Pentaho? No próximo post...