segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tecnologia para a busca da inteligência!

É bastante interessante quando alguns dos profissionais que estão alocados no departamento de tecnologia são abordados pelos analistas de negócios, solicitando que os mesmos "descolem" esse ou aquele relatório, contendo esta ou aquela informação para que os mesmos possam nortear suas decisões sobre os negócios. A partir deste momento, o departamento de TI começa a virar uma sala destinada a ser uma espécie de central das lamentações. Uma porque os profissionais que ali estão geralmente não são profissionais especialistas em bancos de dados e na maioria das vezes não tem a paciência esperada para disponibilizar o seu precioso tempo para escrever as tais consultas com linguagem SQL (Structure Query Language - linguagem padrão de busca de dados em bancos de dados relacionais).

Acredito que este seja o pensamento que os principais stakeholders devem conservar ao iniciar a definição de tecnologia para um ambiente de Business Intelligence - que sejam peças que possam ser distribuídas para cada departamento com a finalidade de descentralizar as suas funcionalidades com a visão do todo, ou seja, iniciar com o pensamento de criar pequenos containers de informação com foco departamental e orientados à assuntos.

O mais importante de tudo já é de posse da empresa, A INFORMAÇÃO. Através desta, será possível descobrir tudo o que é necessário para antever (foresee) problemas com os negócios, atendimentos aos clientes, acerto ou reajuste dos processos internos à organização e muitos outros pontos. Muitas ferramentas estão disponíveis na literatura atual para a observação geral da empresa para que se possa melhorar todas as possíveis áreas, a exemplo do Balanced Scorecard. Mas, se já temos a tal informação, qual é o next step?

Definição da Arquitetura da Informação

Logicamente, o gestor necessita ter informações agregadas para melhor análise e tomada de decisão. Informação agregada geralmente é consequência de uma sumarização de grande quantidade de dados que por sua vez é resultado de uma enorme processamento computacional. Um gestor precisa analisar um conjunto de informações que remeterá sua atenção à dados com mínimo de 5 a 10 anos de idade, sendo que este dados devem residir em um servidor de bancos de dados de grande performance como um Oracle ou SQL Server.

Estamos falando de uma estrutura que foi denominada há algum tempo como Data Warehouse ou Armazém de Dados, um ambiente separado daquele que dá suporte às operações do dia-a-dia, caracterizado justamente por armazenar uma enorme quantidade de dados, permitindo uma maneira facilitada e rápida de recuperação de informação para tomada de decisão.

O decisor não poderá esperar muito para tomar suas decisões, o mercado é muito dinâmico nos dias de hoje!

Data Warehouse Orientados Por Assunto

Os Data Warehouses podem ser definidos utilizando uma arquitetura descentralizada, gerando em cada departamento um Data Mart (um subconjunto do DW), sendo cada um destes orientado por um assunto específico, com impactação do todo, ou seja, uma arquitetura descentralizada e segmentada. O departamento financeiro, ou recuperar informações consolidadas, terá acesso à somente informações de cunho financeiro, com interferência de informações movimentadas por todos os outros departamentos, pois, uma venda gera receita, gera também vários custos com operação de logística e funcionários. Assim poderá ocorrer com todos os outros departamentos.

Como Acessar Esta Informação?

Para acesso direto à informação, poderemos utilizar uma interface que é aonde realmente acontecem os milagres de melhor organização dos negócios, a melhor leitura das tendências e um norte para as novas operações. Neste nível é aonde se encontra o Business Intelligence, que recupera os dados de Data Marts orientados por assunto e os tráz para o solicitante em forma de gráficos, histogramas, box plot ou mesmo uma tabela com dados históricos e sumarizados.

Um exemplo que posso utilizar é o Pentaho BI Suite, que possui aplicativos desde a concepção dos modelos de negócios (Pentaho Metadata Editor - PME), configuração de segurança para os metadados e visualização dos mesmo através de seu Dashboard, veja um exemplo abaixo.

Facilmente podemos ter um ambinete dinâmico que nos fornece uma visão geral (Roll-Up) e aprofundada (Drill-Down) dos dados armazenados de várias fontes de dados espalhadas por toda a empresa. Tais ferramentas ainda possuem uma forma bastante dinâmica de unir todas as fontes de dados externas (planilhas, arquivos de texto, access e bancos de dados) em um só repositório de informação para se possa utilizar tais informações em benefício dos negócios.

No próximo post aprofundaremos mais...Até.

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